Derivados de origem animal nos vinhos?
- Wine´n Food - Raffael Figlarz
- 17 de ago. de 2017
- 1 min de leitura

Se você achava o vinho era um produto 100% vegetal e estaria livre de derivados animais, você pode estar redondamente enganado.
Muitos não sabem mas o nosso querido vinho pode conter derivados de ovos, leite, peixe (vesícula), sangue (muito pouco utilizado atualmente, nos EUA e França o seu uso é ilegal), gelatina(normalmente utilizada na elaboração de vinhos baratos é feita a base de tecidos de mamíferos como vacas e porcos).
O uso dessas substancias é legal e amplamente difundido nas vinícolas.
A clara de ovo é utilizada nos tintos e o leite nos brancos. A albumina e a caseína tem a capacidade de capturar eventuais partículas grandes e sólidas que ficam suspensas nos líquidos (Para se ter uma idéia, 3 ovos clarificam um barril inteiro de vinho)
Essas substâncias desaparecem durante o processo de vinificação, mas eventuais traços podem permanecer,(por mais dificil de ocorrer que seja) sendo perigoso para pessoas que possuem alergia a algum dos derivados presentes.
Na Europa, existe uma lei que obriga os rótulos informarem a presença de eventuais substâncias alergênicas, os exemplos mais clássicos são os sulfitos, derivados de leite e ovos. Na Nova Zelândia, onde o número de vegetarianos é bastante grande, os rótulos são obrigados a apresentar se possuem alguma substancia de origem animal. Na América do Sul ainda não existe nenhuma legislação que obrigue os produtores a mostrar em seus rótulos se há ou não derivados de ovos, leite ou outros derivados de origem animal.